
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Não estraga!

Eu não espero que você seja o-grande-amor-da-minha-vida, parei de acreditar nisso na quinta série quando a moça que trabalhava na biblioteca do meu colégio me disse que estava se separando do marido dela. (...) A moça da biblioteca chorou. Não quero que você me faça chorar. não quero que você seja um motivo ruim na minha vida. Você é motivo de sorrisos, razão pra eu acordar num dia de chuva e tomar banho e mudar de roupa porque eu sei que você vai passar aqui, vai trazer algo congelado pra gente ver ser aquecido no forno e comer enquanto falamos bobagens. Não quero te odiar. Não quero falar mal de você pros outros. Pras minhas amigas. Quero falar mal de você como quem ama. “-Pois é, Carla, ele nunca lembra de desligar o celular antes de dormir e sempre alguém do trabalho liga”. Sabe, eu quero dizer isso. Que o máximo de irritação que você me provoca é me acordar de manhã cedo falando bobagens que parecem ser importantes no celular.
Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora, pra te deixar falando sozinho, pra bater o telefone na sua cara. E eu não tenho medo que isso aconteça (eu nunca tenho), eu fiz isso com todos os outros. É só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu queria que desse certo. Que eu não te largasse no altar. Que eu não te visse com outra. Que eu não tivesse raiva. Que você não passasse a comer de boca aberta. Que você entendesse o meu problema com chãos de banheiro molhados pra sempre. Que você gostasse e cuidasse de mim como disse ontem à noite que cuidará. Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. Não estraga, não estraga, não estraga. Posso pôr um post-it na sua carteira? Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece no olho mágico da minha porta. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço.
Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora, pra te deixar falando sozinho, pra bater o telefone na sua cara. E eu não tenho medo que isso aconteça (eu nunca tenho), eu fiz isso com todos os outros. É só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu queria que desse certo. Que eu não te largasse no altar. Que eu não te visse com outra. Que eu não tivesse raiva. Que você não passasse a comer de boca aberta. Que você entendesse o meu problema com chãos de banheiro molhados pra sempre. Que você gostasse e cuidasse de mim como disse ontem à noite que cuidará. Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. Não estraga, não estraga, não estraga. Posso pôr um post-it na sua carteira? Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece no olho mágico da minha porta. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço.
(Tati Bernardi)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Medos

Olha menina, não se pode viver o tempo todo com esse ponto aí. Essa interrogação na sua cabeça não faz bem, você sabe disso. Isso faz mal. E chega a hora em que o medo já não faz sentido. Ou você se convence do que quer de verdade, ou então você nunca vai sair do lugar. Porque se continuar desse jeito, todas as vezes que quiser muito uma coisa, muito mesmo, esse muito vai ser tão pouco a ponto de fazer você guardar todas as fichas, e sair frustrada, com mais medo ainda. Tudo bem que o medo faz parte, que as 'polaridades' se entrecruzam 'vezenquando', mas isso não é desculpa pra levar uma vida inteira subindo e descendo ladeiras, avançando e recuando, se penteando e descabelando. Não pense que você vai ter uma bola de cristal pra te mostrar como vai ser daqui há um mês, ou daqui há um ano. Nem pense que você vai ter todas as chances de novo. Você sabe muito bem que nenhuma dessas chances que você já teve apareceu duas vezes. Você pode ter encarado da mesma forma, mas elas não eram as mesmas. O seu álbum não corre perigo de ter figurinhas repetidas. Tudo aqui é único, até mesmo essas voltas que você dá no mesmo lugar. Você sabe muito bem que a cada volta você já não é a mesma. E mais uma coisa é essencial que você saiba, porque não é possível que com tantas lições você não tenha aprendido que nada em sua vida vai fazer sentido se você ficar esperando isso de alguém. A verdade é que você precisa sentir-se primeiro. Não tenha medo de voar. Não tenha medo de sair do ninho. Criaturas como você não precisam ter medo de recomeçar, nem de cair. Tenha propósitos em sua vida. Isso ajuda a caminhar com passos mais precisos (ou voar com mais leveza!). Cadê seu foco? Hein? Cadê o seu discurso de menina 'grande'? Era bonito aquele discurso... mas eu sei que não vai te servir agora. Você não tem mais o 'q' daquela. Você está diferente. E talvez por isso não lhe sirva mais esses 'tipos' de medo que você guarda aí... eles não lhe servem mais. Melhor jogar fora. Acho até muito difícil que alguém queira aproveitá-los. E se deseja mesmo o bem das pessoas que estão com você, não passe esse medo pra eles. Não serve pra nada mesmo! Jogue fora! Medo assim te aperta e te deixa marcada! Definitivamente, esses medos não te servem mais! E agora, basta revestir-se. Você não é tão básica assim, mas não acho que seja difícil achar algo que lhe caia bem. Mas pra isso só precisa tirar essa lágrima do olhar e esse peso dos ombros. Pra realçar! Aí depois você me conta. Aposto como vai ver que tenho razão.
Fica bem,
E vá dormir que já está tarde.
Um abraço forte da menina que você esconde.
(Ivanúcia Lopes)
Fica bem,
E vá dormir que já está tarde.
Um abraço forte da menina que você esconde.
(Ivanúcia Lopes)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Sigo...

Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinha, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma de ontem me faz perceber que valeu a pena.





