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quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Meu nome é MULHER!

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Meu nome é MULHER!
Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!


(O Autor é Desconhecido, mas um verdadeiro sábio...)

sábado, 14 de maio de 2011


Leitura...

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QUEM LÊ...


Sabe mais, tem conteúdos, ensinam outros, fala com profundidade, ri sozinho, conhece Drumond, se orgulha de Cora Coralina.

Vive primeiro para depois contar, tem esperança, detesta o ócio mental, aprecia o velho, não teme o novo.

Quem lê... Ouve primeiro, fala mais tarde, conhece a Bíblia, o Deus da Bíblia, o Filho encarnado, o selo do Espírito.

Quem lê... É livre, leve e solto, dá opinião, não faz juízos, colabora, sofre com Paulo Freire, faz prosa, tece crônica.

Vê nas entrelinhas, valoriza o sábio, permanece jovem, não cai na conversa de qualquer um, não se ilude com Harry Potter.

Diz, pois sim fala não com outras palavras, fica no silencio, é pratico, detalhista, bem resolvido, tolera esse texto, quer ver no que vai dar.

Quem lê... Sabe que João era profeta, Paulo apóstolo, Daniel íntimo de Deus, Abraão um afortunado.

Quem lê... Chegou até aqui. Sabe que a vida não é ficção, pratica o que lê, educa sua alma, corrige sua rota, que o melhor de Deus já veio que o melhor de Deus é Jesus.

Quem lê... Transcende, viaja nas asas da imaginação, almoça em Valadares, janta em São Paulo, dorme em Madri e acorda em Nova York - NYC.

Quem lê faz história...fica na memória.

sábado, 5 de março de 2011


digo que não vou chorar, mas choro...

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DIGO QUE NÃO VOU CHORAR, MAS CHORO
quando minha capacidade de suportar
vai além das minhas forças,
quando a garganta sufoca com gritos
e se fecha com muitos nós.
Digo que não vou chorar, mas choro...
porque sou impotente
perante as dores do mundo
porque não consigo o ruim melhorar,
pelas saudades que não consigo matar,
porque não me entendem
e não me deixam explicar.
Pelas injustiças que vejo
pelas doenças de nossa terra...
por não concordar, não aceitar,
não me conformar...
que algumas pessoas preferem se odiar
a se amar.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


tentar chegar ao amor

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sábado, 17 de julho de 2010


Poema dos Noivos

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POEMA ESCRITO POR ELE (o noivo):



Que feliz sou eu, meu amor!
Já, já estaremos casados,
o café da manhã na cama,
um bom suco e pão torrado

Com ovos bem mexidinhos
tudo pronto bem cedinho
depois irei pro trabalho
e voce para o mercado

Daí você corre prá casa
rapidinho, arruma tudo
e corre pro seu trabalho
para começar seu turno

Voce sabe que de noite
gosto de jantar bem cedo
de ver voce bem bonita
alegre e sorridente

Pela noite mini-séries
cineminha bem barato
nunca iremos ao shopping
nem a restaurantes caros

Voce vai cozinhar pra mim
comidinhas bem caseiras
pois não sou dessas pessoas
que gosta de comer besteira...

Voce não acha querida
que esses serão dias gloriosos?
Não se esqueça meu amor
que logo seremos esposos!


POEMA ESCRITO POR ELA

Que sincero meu amor!
Que oportuna tuas palavras!
Esperas tanto de mim
que me sinto intimidada

Não sei fazer ovo mexido
como sua mãe adorada,
meu pão torrado se queima
de cozinha não sei nada!

Gosto muito de dormir,
até tarde, relaxada
ir ao shopping fazer compras
com a Mastercard dourada

Sair com minhas amigas,
comprar só roupa de marca
sapatos só exclusivos
e as langeries mais caras

Pense bem,que ainda há tempo
a igreja não está paga
eu devolvo meu vestido
e voce seu terno de gala

E domingo bem cedinho
prá começar a semana,
ponha aviso num jornal
com letras bem destacadas


HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
POR QUE SUA EX-FUTURA ESPOSA
MANDOU ELE IR PRÁ MERDA!

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Sera que foi saudade?

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Diga logo o que te trouxe aqui
Fala, que eu tô louco pra saber

O que fez você mudar tão de repente ?

O que te fez pensar na gente ?

Por que voltou aqui ?

Fala que você não me esqueceu

Que a solidão não doeu só em mim

O que fez você mudar seu pensamento

O que tocou seu sentimento ?

Por que voltou aqui?


Eu não posso acreditar nessa mudança

Onde a fera vira santa

E quer voltar pra mim


Será que foi saudade

Que te machucou por dentro

Que te fez por um momento

Entender de solidão ?


Será que foi saudade

Que te fez quebrar a cara ?

Sou doença que não sara

Dentro do seu coração

quarta-feira, 7 de julho de 2010


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Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração meio infantil que insiste
Em pregar partidas no seu utilizador.
Rifa-se um coração que na realidade
Está um pouco usado,
Meio calejado,
Muito magoado…
E que teima em alimentar sonhos
E, cultivar ilusões.
Um pouco inconsequente
Que nunca desiste de acreditar nas gentes.
Um leviano e precipitado coração
Que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu…
“…não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero…”.
Um idealista…
Um verdadeiro sonhador…

Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece,
E mantém sempre viva a esperança de ser feliz,
Sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
Sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
Relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer
Sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo
Em nome de causas e paixões.
Perde a compostura e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional
Que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas,
Mas que também arranca lágrimas
e fazem murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
Ou mesmo utilizado
Por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
Quem quer viver intensamente…
Contra indicado para os que apenas pretendem
Passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente
Que se mostra sem armaduras
E deixa louco o seu utilizador.
Um coração que quando parar de bater
Ouvirá o seu utilizador dizer
Para São Pedro na hora do juízo final:
“O Senhor pode verificar. Eu fiz tudo correcto,
só errei quando vivi de sentimento.
Só me enganei e fiz tudo mal
Quando ouvi este louco coração de criança
Que insiste em não endurecer e,
que se recusa a envelhecer.”

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
Outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu utilizador.
Um amigo do peito que não maltrate
Tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconsequente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
Mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
Não foi adoptado, provavelmente, por se recusar
A cultivar ares selvagens ou racionais,
Por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio,
Sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
Até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
Mesmo estando fora do mercado,
Faz questão de não se modernizar,
Mas que uma vez por outra,
Constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
Seu utilizador a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta…

Poema de Clarice Lispector